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SÉRIE: ENTENDENDO A ANSIEDADE — 4/6

Foto do escritor: Livia Dario
Livia Dario
27 de set.
1 min de leitura



Evitar alivia. Mas pode manter a ansiedade.


Quando alguma situação provoca ansiedade, é natural querer se afastar dela.

Se falar em público assusta, evitamos falar.

Se dirigir provoca medo, podemos deixar de dirigir.

Se determinada situação social gera desconforto, podemos começar a recusá-la.

E existe uma razão para isso:

evitar funciona — pelo menos naquele momento.


A pessoa evita a situação → a ansiedade diminui → vem o alívio.


O problema é que esse alívio pode reforçar a ideia de que aquela situação realmente era perigosa ou de que não conseguiríamos lidar com ela.

Na próxima vez, o medo pode aparecer novamente.

E a pessoa evita outra vez.

Assim, pode se formar um ciclo:


medo → evitação → alívio → manutenção do medo.


Aos poucos, algumas pessoas percebem que estão deixando de fazer coisas importantes não porque realmente não querem, mas porque estão tentando não sentir ansiedade.

Isso não significa que devemos enfrentar tudo de qualquer maneira.

Quando indicada, a exposição pode ser trabalhada na TCC de forma gradual, planejada e acompanhada, respeitando as características e necessidades de cada pessoa.

O objetivo não é provar que nada de ruim vai acontecer.

É desenvolver uma nova experiência diante do medo:


“Eu posso sentir ansiedade e ainda assim conseguir lidar com essa situação.”

Coragem não significa ausência de medo.

Às vezes, significa não deixar que o medo tome todas as decisões por nós.



Na próxima publicação, vamos falar sobre outro comportamento muito presente na ansiedade: a preocupação constante.


 
 
 

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